Panorama de dinamização literária: um percurso sinuoso
“A leitura torna o homem completo,
a conversação torna-o ágil
e o escrever dá-lhe precisão”.
(F.Bacon)
Tal como nos referimos no intróito à presente coluna, Mambi Makhalelo será um espaço que irá privilegiar a escrita de jovens escritores. Mas antes de tecermos qualquer consideração às suas obras, parece-nos vital fazer um pequeno enquadramento histórico acerca dos contextos em que essa escrita poderá ter surgido.
Muitos desses jovens fazem ou fizeram parte dos núcleos ou associações literárias Xitende, Oásis e União Nacional de Escritores – UNE surgidos nos anos 90; uns como resultado do trabalho realizado pela Associação De Escritores Moçambicanos – AEMO e outros com intuito de se afirmarem perante a hegemonia daquela associação. Traremos também obras de outros jovens, que não estando integrados em nenhum desses movimentos, são pouco conhecidos em Moçambique.
A maioria dos escritores surgidos das agremiações acima referidas aparecem no contexto de uma mesma geração1, outros partiram de um único movimento literário e foram se desmembrando criando outras associações ou juntando-se à outros núcleos literários. Mas a essência desses núcleos é a mesma e, muitas das vezes, foram-se influenciando.
Muitos desses escritores ainda não são consagrados e afirmam ser a geração dos condenados a não publicar. Pese embora esse facto, a pouco e pouco o país assiste à algumas publicações das suas melhores obras, geralmente, as que são vencedoras de concursos literários promovidos em Moçambique.
Importância do incentivo a hábitos de leitura e gosto pela literatura
O que temos constatado2 em Moçambique é que, com certeza, os programas de incentivo ao gosto pela leitura e pela literatura têm surtido algum efeito, na medida em que, são transformadores de consciências, geradores de mais leitores e dinamizadores literários e, até certo ponto, de novos escritores. Tal é o caso das escritores acima referidos ou da geração que os antecedeu, a Charrua3.
O que se tem verificado, com algum desencanto, 4 5 o facto de o livro ainda ser considerado objecto de luxo, pelo preço a que é vendido e por causa disso a literatura fica relegada ao lugar de fenómeno para uma elite.
Este elitismo choca sobremaneira aquilo que são os objectivos do milénio, uma vez que eles preconizam a erradicação da pobreza. Acredita-se que o êxito nessa tarefa passa pela valorização da cultura que pressupõe a inclusão social (PNUD 2004), a criação de hábitos de leitura e consequentemente da literatura que deverão permitir a execução adequada de prioridades económicas como a saúde e a educação.
A cultura determina a maneira e a qualidade pela qual qualquer actividade económica é realizada e, por isso, uma aposta baseada na sua disseminação poderá fortalecer a economia de um país, por permitir: a formação da identidade; o exercício da cidadania; a participação social, através da qual qualquer cidadão pode usar das suas habilidades para se expressar, quer pela música, cinema, teatro, jornalismo, dança, literatura ou pela moda (MERCADANTE: 2003).
A cultura permite ainda uma inclusão social feita através da geração de renda que propicia a criação de emprego e de mão-de-obra e venda de produtos artísticos, ou a comercialização de manifestações artísticas.
Em Moçambique, o fenómeno cultural está longe de ser o alicerce para o desenvolvimento do país. No que concerne ao livro, embora existam programas e projectos institucionais dedicados especialmente à leitura e a literatura, ainda não há resultados animadores. A questão que se coloca é que muitos desses programas são efémeros, outros há que não se expandem à uma dimensão nacional. Outros ainda, por serem de carácter obrigatório, não surtem o efeito desejado.
Programas de promoção de hábitos de leitura e gosto pela literatura
Estudos feitos por especialistas ou instituições ligadas `a promoção do livro revelam que a leitura e o gosto pela literatura não são um dado adquirido. Dessas pesquisas parece-nos pertinente mencionar:
O Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação - INDE que realizou entre 1993/94 uma pesquisa com a qual concluiu que em Moçambique não se lê.
O Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa - FBLP que efectivou em 1995 6 dois inquéritos para apuramento de hábitos de leitura. Esses inquéritos mostraram que, aparentemente, as pessoas gostavam de ler.
Porém, tal como o estudo refere, alguns lapsos no preenchimento do formulário de inquérito e o universo escolhido poderão ter influenciado a conclusão pois, os hábitos de leitura estão relacionados com a profissão e a ocupação dos inquiridos. Mais ainda, aqueles indivíduos sugeriram que liam mais livros técnico - científicos, jornais e revistas do que literatura de ficção.
A “Revista Proler”, propriedade do FBLP, entre 2001 e 2002 fez várias entrevistas que deixaram claro que é urgente o incentivo aos hábitos de leitura, nos estudantes, e que o gosto pela literatura passa pelos hábitos de leitura, entre outros.
Nesse quadro que demostrou que ainda não há hábitos de leitura em Moçambique, a revista revelou que 80% dos frequentadores de bibliotecas fazem-no por motivos escolares.
Perante o pano de fundo acima descrito perguntamo-nos sobre qual a possibilidade de contribuir com novos saberes ou novas dinâmicas e criação literária capazes de incentivar mais e mais leitores, escritores e dinamizadores literários? Perguntamo-nos ainda se a causa da falta de hábitos de leitura devia-se à ausência de programas de incentivo e dinamização literária.
Dinamização literária – o contexto
Neste item iremos discorrer sobre alguns eventos que contribuíram para a formação de leitores, amantes de literatura e que provavelmente terão marcado a consciência literária dos jovens escritores acima mencionados.
As páginas literárias de jornais, os programas escolares de ensino, as feiras do livro, os concursos literários, o trabalho de editoras e bibliotecas existentes no país e que constituem um grande leque de acções atinentes ao incentivo ao gosto pela leitura e pela literatura serão aflorados numa próxima oportunidade, nesta coluna.
Um olhar sobre a imprensa moçambicana, entre 1975 7 e 2007 revelou a existência de inúmeros programas e revistas de incentivo ao gosto pela literatura. Iremos debruçar-nos sobre alguns8, os que foram e têm sido marcantes para a vida do país e constituem catalisadores para o gosto pela literatura. Nesses termos parece-nos ser pertinente fazer menção:
Ao surgimento da AEMO em 1982. Esta Agremiação abriu espaço para a divulgação e publicação de obras literárias. Fomentou a criação de núcleos e brigadas literárias que funcionaram como viveiros de criação de hábitos de leitura e gosto pela literatura, como é o caso de exemplos que serão mencionadas a diante.
Ao “Movimento Literário Charrua”9 criado em 1984, responsável pela edição da revista charrua, com periodicidade bimestral e que teve a edição de oito números. Foi deste movimento que nasceram parte dos escritores moçambicanos considerados consagrados, actualmente.
Esses escritores marcaram uma nova etapa na forma de conceber a literatura questionando a realidade da época, apostando em valores estéticos de grande valor metafórico e na subjectividade da alma humana (Secco:2006). Deve-se salientar que antes do surgimento deste grupo10, as temáticas eram de ideologia de combate ao colonialismo e exaltação dos heróis da nova pátria, e em termos estéticos, essa escrita era considerada panfletária.
A “Brigada Literária João Dias” instituída em 1986, nasceu ligada `a AEMO e dedicava-se ao incentivo do gosto pela literatura em estudantes e trabalhadores. Ultrapassou as fronteiras da elite intelectual e da cidade de Maputo, estendendo-se `as escolas e locais de trabalho, em Maputo e nas outras províncias de Moçambique, a saber Homoine, Maxixe e Xai-Xai.
Esta brigada permitiu despertar o interesse pela literatura em trabalhadores de diferentes organizações e foi formadora de grandes declamadores de poesia. Alguns dos seus membros foram responsáveis pela edição da revista literária Forja, estreada em 1987 e que teve dois números, tendo sido interrompida após a morte de um dos seus editores. Essa revista não só teve a função de oficina literária para alguns escritores, como mantinha os jovens da época ligados a AEMO.
Os “Msahos”, saraus culturais que foram inaugurados em 1995 e realizados pela AEMO, no último sábado de cada mês, criaram espaço para que o gosto pela literatura vingasse. Esses eventos eram realizados no coreto do jardim tunduro e motivaram os participantes e admiradores da literatura na iniciação literária. Deram oportunidade de se divulgarem autores conhecidos e desconhecidos.
O Movimento literário Oásis, fundado em 1995 que surge a partir da ideia de publicar uma antologia de conto e poesia moçambicana, um projecto que não foi `a vante, por impossibilidade de angariação de fundos necessários para realizar o trabalho. Gorada essa tentativa, decidiu-se por publicar uma revista, a Oásis que viu a publicação de três números.
O Núcleo Xitende que iniciou em 1996, no Xai-Xai, por incentivo de grupos de jovens da AEMO, encabeçados por Celso Manguana e Guilherme Mussane. Após a sua fundação iniciou com a divulgação literária através de uma revista com o mesmo nome que o do núcleo e de saraus e recitais de poesia. Entre 1996 e 2002 a revista oásis funcionou com regularidade, mas nos últimos tempos está a ser reformulada, uma vez que sofreu uma paragem pelo facto de o grupo ter-se disperso para estudos universitários em Maputo.
O Círculo de Leitores” constituído em 2002, no espaço da AEMO, onde estudantes universitários e jovens escritores, uma vez por mês, discutiam sobre literatura moçambicana. Este círculo teve a duração de cerca de três anos.
A Universidade A Politécnica, antes conhecida como Instituto Superior Politécnico e Universitário - ISPU que em 2004, sob a orientação do seu reitor, o Prof. Doutor Lourenço do Rosário, editou o “Letra Viva”11, um programa televisivo de divulgação da vida e obra de escritores moçambicanos que inclui entrevistas a esses mesmos escritores. O programa teve a duração de um ano e constitui mais uma iniciativa nos esforços para o incentivo ao gosto pela literatura em Moçambique. Foi produzido em parceria com a Televisão de Moçambique -TVM12.
A Rádio Moçambique13, na tentativa de suprir a escassez de programas especializados e dedicados ao incentivo ao gosto pela literatura, em inícios de 2006 e finais de 2007 introduziu o programa “Lavradores da Palavra” com periodicidade semanal que divulgava vida e obra de escritores moçambicanos consagrados ou não. Neste programa havia um espaço para entrevistas a escritores, os quais comentavam aspectos relacionados com suas vidas, obras e questões relevantes da vida literária do país.
Outras iniciativas sucederam os programas acima, e que continuam a dinamizar a vida literária no país. Esses eventos têm sido levados a cabo por diferentes organismos, nomeadamente:
Em 1987 após o desaparecimento da revista literária charrua, pela mão de Momed Kadir e Adriano Alcântara surge em Inhambane o caderno literário xiphefo, embora sem apoio directo da AEMO.
O caderno surgiu interligado a Associação Cultural Xiphefo criada em 1994. A associação dedica-se, entre outras questões, á valorização da cultura nacional e á prática de pesquisa.
Da leitura dos cadernos Xiphefo pode-se constatar que escritores daquele núcleo mostram-se preocupados com a apatia face as questões sociais vividas pelos moçambicanos. Abordam maioritariamente aspectos ligados a corrupção que graça o país, a guerra civil, a fome e a miséria. Embora maior parte das temáticas revelem as desgraças do país, os escritores deixam sempre um espaço para exaltar o amor.
É dos mais antigos cadernos literários nacionais, surgidos após a independência que ainda se encontram no activo14, embora actualmente com uma periodicidade pouco regular.
A Associação “Progresso” que em 1991, num programa denominado “Promoção de um Ambiente de Leitura” colocou variedades de livros para incentivar o gosto pela literatura em Niassa e Cabo Delgado.
Desde 1996, esta associação acrescentou ao projecto uma componente que visa estimular o professor na prática da leitura, e na escrita em línguas nativas daquelas províncias. A par disso, são feitos concursos sobre a escrita para jovens. O resultado desse trabalho tem sido o lançamento de obras de literatura escritas por professores.
O “Graal - Moçambique”, organização sócio - cultural fundada em 1997 que através do seu programa “Tertúlias de Sábado”, estreou no ano 2000 debates sobre a literatura, em que é convidado um crítico literário para expor a sua opinião sobre determinado livro previamente lido pelos convidados. Após a exposição do crítico, o livro é discutido pelos participantes. O programa tem uma periodicidade mensal.
A UNE, agremiação fundada em 2003 por jovens escritores que, entre outras tarefas, dedica-se a divulgação literária através palestras, debates, oficinas de trabalho e concursos literários e a promoção de outras expressões artísticas. Em 2005 introduziu uma nova componente ao seu trabalho, os encontros de declamação de poesia com periodicidade mensal.
Cada sessão subordina-se uma determinada temática. Este corresponde ao grupo de escritores que em 2003 espoletou um debate no qual afirmava peremptoriamente que a literatura moçambicana tinha morrido.
O grupo surge em contraposição a AEMO, na qual tentou integrar-se e não encontrou apoio dos escritores consagrados, daí que tenha se decidido em formar uma nova agremiação. Chegou a escrever um manifesto que espelhasse a ideia de estagnação da literatura moçambicana, mas esse manifesto não foi publicado.
Em 2005 foi criado o Núcleo de Estudantes Amigos do Livro - NELO, sob a liderança de Amarildo Valeriano. A associação desenvolve, desde o ano do seu nascimento, um programa denominado “poesias no jardim”. O NELO usa o espaço do centro do Graal - Moçambique para declamar poesia e tocar música, facto que permite que as vidas do GRAAL e do NELO se vão entrelaçando através das grandes veias que são os livros em uma partilha de saberes, em torno de acções que escasseiam a cada dia que passa, em Moçambique.
Ainda em 2005 surge o Movimento Literário Juvenil – Moliju, agremiação que congrega maioritariamente jovens estudantes e escritores. A Moliju tem a particularidade de ter como grande área de actuação as zonas suburbanas de Maputo e de dirigir o seu trabalho a crianças e jovens. Dedica-se a promoção da literatura moçambicana, com enfoque na vida e obra de seus escritores. Tem núcleos espalhados em três diferentes escolas em Maputo.
O movimento tem como formas de actuação um programa radiofónico que iniciou as suas actividades um ano antes da sua formalização como associação. Actualmente conta com a edição de uma revista literária, a litteranto, produzida mensalmente
O Grupo Arrabenta Xithokoselo do Teatro Avenida estreou-se em 2006 com sessões de discussão sobre movimentos literários, as quais são intercaladas por saraus de poesia.
Relativamente aos contextos acima referidos são de se assinalar as esporádicas deslocações da AEMO, à diferentes escolas para promover o livro, a leitura e encontros com escritores, iniciadas em 1995 e o esforço da Texto Editores em fazer o melhor possível para colocar o livro em lugares recônditos deste pais que ainda enferma de dificuldades de transportes e comunicações.
Desafios
Conforme se pode depreender do contexto acima, o percurso no âmbito da dinamização literária é sinuoso. Ainda há muito o que se fazer, para levar a literatura as mãos do maior número possível de leitores.
Esse facto daria a possibilidade de o pais contar com pessoas capazes de repensar a suas vidas, fazer com que outras lógicas habitem as suas mentes para poderem transformar o seu mundo e o dos outros, de acordo com o escritor Mia Couto. Dessa forma é que o país teria uma actuação social participativa para o desenvolvimento.
Os programas mencionados revelam que tanto os que tiveram uma vida efémera, como os que ainda existem, são impulsionadores de uma consciência literária, por constituírem fonte de difusão de conhecimentos e discussão de ideias. Eles são parte daquilo que cultivou ou cultiva a identidade dos escritores moçambicanos e que poderão ter marcado a sua escrita.
Entretanto, por não cobrirem a dimensão territorial de Moçambique e, por causa, disso alimentarem uma pequena camada da população15, pensamos ser recomendável a criação urgente de um Programa Nacional de Promoção de Leitura e Gosto pela Literatura. Senão, de quanto será o nosso contributo para o alcance dos objectivos do milénio? Como é que seremos capazes de erradicar a pobreza que assola o nosso país?
Esse Programa Nacional poderia ser feito com intervenção de diferentes áreas sociais, nomeadamente: famílias, movimentos literários, associações de escritores, escolas, meios de comunicação social, bibliotecas, editoras; onde outras abordagens e espaços lúdicos poderiam ser criados, incluindo a divulgação da literatura através de novas tecnologias de informação.
É necessário que o programa contemple a criação de condições para que se formem consciências autónomas e literárias que sirvam para despertar o espírito crítico na mentalidade das pessoas, isto porque a leitura dá existência aos livros e habilita-nos a estar no mundo, a transforma-lo e a reinventar a vida e a cultura (Noa: 2005), daí que as áreas sociais poderiam funcionar como:
- oficinas de escrita e de leitura, onde se ensine crianças e adultos a ler e a escrever;
- lugares de promoção de encontros e conversas com escritores;
- oficinas de contadores de histórias, lendas e provérbios;
- as bibliotecas deveriam não restringir-se apenas à sua função usual, circunscrito à um espaço físico, poderiam transpor esse lugar e partirem para a itinerância16;
- há também de se referir a necessidade de se editar livros de bolço ou livros em formato digital, com resumos de obras literárias que permitam, uma leitura breve e estimulante;
- as escolas poderiam usar os livros de leitura de prazer para auxiliar o ensino de outras disciplinas curriculares e não só a disciplina de Língua Portuguesa, desde que se adeqúe cada conteúdo à disciplina a leccionar.
Por último e mais importante, fora o tornar o Programa Nacional de Promoção de Leitura e Gosto pela Literatura algo funcional, é imperioso que se subsidie o livro de leitura de prazer, tal como o são os manuais de ensino para a escola primária, no âmbito do projecto educação para todos.
É importante que nos desafios actuais do país, cujo slogan é a redução da pobreza absoluta, se coloque como uma das prioridades a criação do referido Programa Nacional, por forma a que se ponha ao dispor dos 20,5 milhões de moçambicanos livros e materiais de leitura que permitam transformar e moldar a sua visão sobre o mundo, bem como reduzir os elevados níveis de analfabetismo formal e informal,
Pensamos ser estes alguns dos desafios que se colocam a Moçambique e que poderão galvanizar o fenómeno cultural na tentativa de que este seja o promotor do desenvolvimento.
É também dentro do panorama histórico - literário abordado neste artigo que poderá ser entendida e discutida a obra dos novos escritores moçambicanos, na sua relação ou diálogo com outras culturas. Por fim, pensamos ter sido este o contexto que formou a consciência literária dos jovens escritores de cujas obras iremos falar nas nossas próximas intervenções nesta coluna.
Referências Bibliográficas
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COUTO, Mia. Quebrando as Armadilhas da Opressão no Mundo. In: CONGRESSO DE LEITURA DO BRASIL – COLE, 16. 2007. Campinas.
FBLP. Conclusões sobre o Projecto-piloto para aferição de hábitos de leitura. 1995.
JONA, Sara. Estratégias Para A Promoção da Literatura em Moçambique. 1997. Dissertação (Licenciatura em Linguística) - Universidade Eduardo Mondlane.
Jona, Sara. Programa Televisivo Letra Viva – Um Tributo para o Prestígio da Literatura em Moçambique. INFO ISPU, Maputo, nr. 7, pp. 8-10. 2004.
LARAIA, Roque. Cultura. Um Conceito Antropológico. 17 ª edição. Rio de Janeiro. 2004.
LEITE, Ana Mafalda. Poesia Moçambicana, Eclectismo de Tendências. POESIA SEMPRE - Angola e Moçambique. Brasil: Ministério da Cultura, pp 139-142. 2006.
MENDONÇA, Fátima. Literatura Moçambicana. A História e As Escritas. Maputo. UEM. 1988.
MERCADANTE, Aloizio. Folha de são Paulo. 27 de julho. 2003. Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/julho2003/clipping030727_folha.html. Acesso em 03.01.08.
NOA, Francisco. Da Argila ao Cibertexto ou Arte de Humanização do Homem. HUMANITAS, Maputo, nr1, pp. 5-11. 2005.
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO – PNUD. Maputo. Relatório Nacional do Desenvolvimento Humano Educação e Desenvolvimento Humano: Liberdade Cultural num Mundo Diversificado (2004), pp 1-12.
REVISTA PROLER. 1ª a 5ª Edição. 2001-2002.
SAÚTE, Nelson. Nunca Mais é sábado - Antologia de Poesia Moçambicana. Dom Quixote. Lisboa, pp 25-33. 2004.
SECCO, Carmem. Entre Sonhos e memórias: trilhas da poesia moçambicana. POESIA SEMPRE - Angola e Moçambique. Brasil: Ministério da Cultura, pp. 229-249. 2006.
Notas
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1. A geração 70 é composta por jovens nascidos na década de 70 que tinham um projecto de vida literária comum que não chegou a ser oficializado. O grupo elaborou o número 0 da sua primeira revista literária, a geração 70 que não foi publicada, por falta de fundos. [voltar]
2. Desde 1997 que a autora do presente artigo vem discutindo questões ligadas à estratégia para a promoção da literatura em Moçambique. [voltar]
3. Considerado o primeiro movimento literário oficial de Moçambique independente. [voltar]
4. O FBLP prepara-se para actualizar esse estudo em 2008. [voltar]
5. Ano de independência de Moçambique. [voltar]
6. Reconhecemos que existem outros programas que, não tendo sido divulgados na imprensa, não constem do presente inventário. Tentamos reunir o maior número possível de eventos, a partir de estudos realizados na área, de informacão colhida na imprensa e de depoimentos orais prestados por dinamizadores literários envolvidos nos trabalhos mencionados, dado que não há registos escritos sobre alguns desses programas. [voltar]
7. Que surge como uma oficina literária para os jovens escritores. Nasce integrada à AEMO e com o apoio daquela. [voltar]
8. Veja-se periodização da literatura Moçambicana e características em Mendonça 88. [voltar]
9. Nome de um programa literário que era realizado pela TVM em 1996. Em 2004 o nome do programa foi retomado, mas o teor era diferente do do programa inicial. [voltar]
10. Programa literário – cultural A letra 1994, Letra Viva 1996, Penas Telas e Cenas 1997. [voltar]
11. Poesia e Contos de Todo O Mundo editado desde meiados de 80 até aos anos 90 e o programa cultural compasso criado em 1987 e que tem um espaço de divulgação literária. [voltar]
12. Não discuramos a existência de outras revistas literárias ainda em funcionamento, a Proler, por exemplo. Queremos apenas enfatizar o facto de o caderno estar a celebrar este ano os seus 20 anos de existência, contrariamente aos outros referidos neste artigo e que foram efémeros e que sessaram a sua produção. [voltar]
13. O país tem 20,5 milhões de habitantes dos quais pouco mais de metade são analfabetos, de onde deriva que a quantidade de letrados seja ínfima. [voltar]
14. Entre os anos 1972 e 1973 existiu, em Moçambique, uma biblioteca itinerante que funcionava num carro, oferecido pela fundação Kaluste Gulbenkian a Câmara Municipal de Lourenço Marques. Essa biblioteca parou de funcionar com a avaria do carro, por volta do ano de 1976. Só nos anos 90 é que se retomou a questão das bibliotecas itinerantes no País. [voltar]
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